SEMINÁRIO INTERNACIONAL GUIDE UNISULVIRTUAL EAD

FLORIANÓPOLIS, BRASIL, 14 E 15/10/2010

O papel da virtualidade na Educação Superior

Por que discutir esta questão agora?

 

O Seminário abordará os seguintes temas:

 

 

A necessária e profunda transformação que a universidade e a educação requerem relacionam-se com o peso central que a produção, distribuição e uso equitativos e intensivos de conhecimento são demandados pela sociedade do Século (século com S maiúsculo) XXI (em numerais romanos). Ainda são dívidas para o desenvolvimento sociocultural e econômico de nossas sociedades, que não superaram desigualdades e exclusões diversas. Isso significa não haver revisado autenticamente componentes e processos à luz da transformação global sócio-histórica e tecnológica digital atual.

 

Satisfazer esta demanda não somente exige a configuração e o desenvolvimento de competências gerais e específicas digitais críticas para o desempenho produtivo e socialmente útil de seus graduados – sobretudo em novas e interdisciplinares áreas do saber – mas também reconhecer sua significação, pensando que a aprendizagem se dá ao longo de toda a vida (life-long learning – em itálico), o que estabelece outra relação entre sociedade e formação com a centralidade das mediações tecnológicas. Isso inclui uma reformulação do antigo conceito de autonomia universitária, (vírgula) que embora tenha se caracterizado por antonomasia a esta instituição e sua época de glória, produziu “ensimesmamento” e desarticulação em relação à produtividade da economia e à recriação cultural não convencional, em tempos em que reinam as sociedades em rede e as ferramentas da Internet (não somente a Web 1.0, mas também a 2.0 e a 3.0, ou semântica), que favorecem a participação e criação de conhecimento a partir de uma comunicação demandada e protagonizada por todos os usuários.

 

As TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação – além de permitirem o acesso a uma grande quantidade de informação de modo veloz, em escala global e em tempo real, modificam o sentido, conteúdo e formatos tradicionais que a educação superior apresentava por longos séculos. Isso, por um lado, estabelece que potentes funções sócio-congnitivas e atitudes básicas associadas à aprendizagem flexível e prolongada – como a curiosidade, o interesse, o espírito crítico, a criatividade, a experimentação, o automanejo e a solidariedade, entre outras, deveriam dominar a execução de todas as operações em todos os campos de estudo, trabalho, investigação, etc., altamente profissionalizados na organização das instituições educacionais superiores, na estruturação dos projetos curriculares cada vez mais mediados por tecnologia e na avaliação de todos os componentes de tais programas formativos.

 

Porém, não se deve interpretar que o significado da educação superior ao incluir uma carga de tecnologia avançada com uma transferência à produtividade sócio-econômica e cultural signifique aderir a uma racionalidade “a-histórica” ou técnico-instrumental com sua conseqüente lógica de mercado como a panacéia para todos os problemas da sociedade. Muito pelo contrário, mais do que nunca aconselha a reformular o vínculo entre tal formação superior e a sociedade em que se insere, que deveria fortificar projetos de inovação – em que as mediações tecnológico-virtuais são inevitáveis - para afrontar e provocar a passagem de uma universidade tradicional para uma organização superior virtual com novas características em suas organizações e relações sociais, dentro de projetos de longo prazo direcionados à formação de pessoas e grupos, para promover o desenvolvimento do pensamento crítico e a representatividade de todos os setores, conforme indicam os tempos da cultura digital atual.