Corecon-SC reuniu cursos de economia para debater o exercício da profissão na atualidade

A UnisulVirtual sediou nessa quinta-feira, 24, o XX Encontro dos cursos de Ciências Econômicas 2017 (ECCE), promovido pelo Conselho Regional de Economia do Estado (Corecon-SC). O encontro, transmitido online aos cursos de Ciências Econômicas e interessados, debateu e buscou soluções acerca das práticas de atuação para atender as demandas do mercado.

Diante de um mercado cada vez mais exigente, o exercício da profissão necessita ser refletido. É o que afirma Ivoneti da Silva Ramos, conselheira do Corecon. “Então esse evento tem um foco de fortalecer o que já temos como área de atuação do economista, mas também projetar nos profissionais e nos futuros profissionais da economia, novos horizontes, perspectivas diferenciadas de como eles podem se capacitar enquanto estudante, ou se recapacitar enquanto economista para atuar nessas áreas novas que estão surgindo”, explicou a economista.

O economista Luiz Carlos Delorme Prado, ministrou a palestra “Alternativas de Atuação do Economista”, segundo ele, pelo fato da economia ser uma ciência que não tem uma verdade única, o profissional deve sempre estar de cabeça aberta, alerto às mudanças. “Você tem economistas em várias áreas, no governo, na indústria, em organização internacionais, e etc. E o que caracteriza nossa profissão é de ser um assistente social. Isso é uma ciência, não é que tudo é possível, mas você tem proposições distintas de acordo com cada corrente que você trabalha, há alguns consensos também da profissão que já estão efetivamente consolidados; mas o que se exige no Brasil na formação de economistas é que eles mantenham a cabeça aberta, tenham uma formação ampla, conheçam como eu falei, matemática e história, saber lidar com rápidas mudanças, é isso que se espera de um profissional nessa área”, destacou Prado.

Uma área das muitas que emergem é a economia comportamental. Um campo de estudo relativamente novo, uma área que discute a tomada de decisão dos agentes econômicos, estuda e testa a racionalidade humana, buscando o que leva cada pessoa a tomar suas decisões. “Um dos seus principais autores é um psicólogo de formação, testa as pessoas em condição de laboratório, para então ele vai mostrar que na verdade nós atuamos com alguns tipos de viés de comportamento que são bastante previsíveis, então veja, nós não somos tão racionais assim, nós temos forma de tomar uma decisão que se movimenta em determinadas direções que tem a ver com características do comportamento humano, nós tendemos a superestimar algumas coisas, subestimar outras, e temos aversão a perda muito forte”, explicou o Economista.

Luiz também exemplificou o modelo econômico tradicional ao dizer que  se deixar de ganhar dez, ou perder dez seria a mesma coisa. “Esses trabalhos mostram que não, que nós temos profunda resistência na hora de perder coisas que a gente já tem. Perder algo que você ia ganhar pode ser motivo de reclamação, mas a sua percepção de perda não é tão grande assim. Então, há uma vasta literatura sobre isso, e se formula políticas a partir desse tipo de abordagem, essa é uma nova forma de trabalho e uma visão nova que se tem”, falou.

Na ocasião, participaram as universidades UFSC, UNESC, UDESC, Unochapecó e Unidavi. “Foi um dia frutífero para a profissão, gente fica refletindo como que a gente pode atuar mais na sociedade, resolvendo as crises do momento em que estamos vivendo”, afirmou a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da UnisulVirtual, Joseane Borges de Miranda.