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Curso de Internet das Coisas inova a oferta de pós a distância

A pós-graduação em IoT: Internet das Coisas passa a integrar o portfólio de cursos da UnisulVirtual e tem como proposta aplicar os conhecimentos nas questões técnicas e soluções de negócios de forma integrada. As inscrições podem ser feitas até 01/02 pelo site da Unisul.

A revolução com a IoT

Além de um conceito, a Internet das Coisas, IoT (sigla mundial para Internet of Things) é uma das tecnologias que têm impactado na vida humana. Atualmente 48% dos aparelhos como eletrodomésticos, eletro portáteis, máquinas industriais, meios de transporte estão conectados e cada vez mais aproxima o mundo digital do físico através dos dispositivos que se comunicam com as nuvens e datacenters. A estimativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta que as iniciativas que envolvem a IoT até 2025 movimentarão em torno de U$$ 132 bilhões na economia brasileira.

O professor Mauro Faccioni, coordenador da pós-graduação em IoT: Internet das Coisas, da UnisulVirtual, explica que nos anos 90 quando as empresas passaram a usar a internet ainda não se sabia das transformações que estavam por vir.  “A televisão está na internet, o telefone, os jogos, os softwares de trabalho, os mapas, tudo, tudo passa pela internet.  E a próxima revolução está chegando com a IoT porque a partir de agora, a internet não estará apenas nos computadores e celulares, mas em cada objeto do nosso cotidiano, como relógios, óculos, geladeiras, nas roupas, nos carros, nos semáforos, nas gôndolas do supermercado e em praticamente quase tudo que podemos imaginar.   Com tudo conectado já começam a surgir softwares, aplicações, que usam esses artefatos para resolver importantes problemas, como por exemplo, a área da saúde”.

E por falar em saúde, esta é uma das áreas que mais se beneficiará com a IoT segundo o professor Mauro, que está na Universidade de Bristol (Reino Unido), como Senior Research Fellow (pesquisador sênior), para estudar as estruturas de redes que já aplicam a tecnologia na coleta de dados . “Pessoas com dispositivos simples como relógios, tênis e outros acessórios (inclusive tecidos computadorizados) emitem informações que são processadas pelos centros de saúde e clínicas, visando dar apoio às pessoas no seu controle diário.  Isso terá um impacto fenomenal, pois permite trabalhar com a prevenção aos problemas, e não com o tratamento.  O tratamento é sempre caro e traz efeitos colaterais. A prevenção é saudável, barata e permite disposição para as pessoas.  Isso é um dos grandes temas que tenho estudado no momento, e que é diretamente ligado ao curso que estamos criando”, explica.

A ecologia também está muito próxima da IoT com um projeto desenvolvido dentro da própria Universidade em parceria com o curso de Ciências Ambientais. “Obtivemos um projeto de pesquisa para análise de poluição em Santa Catarina.  Esse projeto é vinculado ao tema da ecologia e utiliza dispositivos IoT distribuídos no estado de Santa Catarina para coleta de informações em tempo real, algo que a internet das coisas facilita muito”, destaca professor Mauro.

E para aproveitar as oportunidades nos mais diversos segmentos, o curso de pós-graduação em IoT: Internet das Coisas, lançado pela UnisulVirtual, tem como premissa desenvolver no profissional sua capacidade de gerar conhecimento aplicável como por exemplo em áreas como saúde, indústria, economia, agricultura e muitas outras que serão abordadas com o foco em Internet das Coisas.

A pós em IoT: Internet das Coisas

O curso é pioneiro e está na vanguarda em termos de currículo e tecnologias pensado para quem deseja, independente da área de formação e atuação,  aprofundar os conhecimentos em IoT e aliar teoria, técnica e prática, esclarece Mauro Faccioni. “Não é um curso para aprender programação ou eletrônica, pois esses cursos são relativamente fáceis de encontrar e estão disponíveis até mesmo gratuitamente.  O problema central é:  como usar a IoT para criar aplicações, sistemas e plataformas realmente úteis para a sociedade e para os negócios?  Como transformar conhecimentos técnicos em negócios?”.

Em termos de conteúdo, as unidades de aprendizagem do Curso são bem técnicas e compõem um primeiro bloco de formação. “Esse bloco apresenta toda a base conceitual da Internet das Coisas, e introduz ferramentas e ambientes populares de uso da IoT.  Mas não é necessário saber linguagens de programação ou conhecer eletrônica.  Faremos isso dentro do curso usando bibliotecas ou blocos construtivos que já estão prontos, e mesmo os leigos terão condições de acompanhar os trabalhos.  O que é importante é criar uma visão profunda de uso das possibilidades da IoT no mundo real”, pontua Mauro.

Metodologia de EaD diferenciada

  • Material didático especial para curso online visando autonomia de estudo e autoaprendizagem;
  • Polos de apoio presencial em todo o Brasil;
  • Flexibilidade de horário e local de estudo;
  • Espaço Virtual de Aprendizagem próprio que potencializa a interatividade entre alunos e professores e a construção do conhecimento.

As mensalidades no R$ 295,00 se referem ao plano de pagamento em 18 parcelas, mas a UnisulVirtual dispõe de mais planos de parcelamento. As aulas começam no dia 13/03. Mais informações no site da Unisul.

Animação é produzida por graduado na UV

O egresso, João Antunes Jr., do curso de Produção Multimídia da UnisulVirtual, lança um curta de animação intitulado “Sparkable”. Em produção há cinco meses, o filme é feito em animação 2D frame a frame e com duração em torno de quatro minutos. A previsão é finalizar entre março e abril de 2019. Na página do Facebook já está disponível o trailer e os progressos da produção: https://www.facebook.com/antunesketch

Ficha técnica:

Direção e animação: João Antunes Jr.
Roteiro e concept art: João Antunes Jr. e Cristina Santos.
Música: Lazerpunk

As redes de fornecimento de conteúdo e o impacto nos Datacenters

Grande parte do tráfego mundial de dados se refere a produtos de entretenimento, redes sociais, vídeos sob demanda, bancos online e compras. Nem todos estes conteúdos utilizam as CDNs (Content Delirery Networks), as redes de fornecimento de conteúdo. Esse assunto foi o tema da pesquisa do Trabalho de Conclusão de Curso, de Luis Fernando Demétrio, da pós-graduação em Datacenter: Projeto, Operação e Serviços, da UnisulVirtual, orientado pelo professor Mauro Faccioni.

De acordo com Luis Demétrio, as CDNs instaladas nas redes de provedores de acesso e conteúdo são fundamentais para melhorar a qualidade da experiência ao usuário, como por exemplo, as redes sociais. “Você sabia que suas redes sociais estão mais próximas de você do que você imagina? Isso deve-se ao fato de você estar utilizando as CDN, que nada mais são que redes de distribuição de conteúdo. Exemplificando, são redes que entregam os conteúdos ou serviços, instalando servidores em Datacenters geograficamente mais próximos dos usuários, colocando os servidores nas infraestruturas dos provedores de internet”, esclarece.

Luis ainda explica que quando o usuário se conecta a uma aplicação do Netflix, ao solicitar um vídeo, se chega a um servidor central e este identifica que existem servidores mais próximos de usuário, como os do Netflix que distribuem o mesmo conteúdo que o servidor central. “Deste modo, agora você passará a utilizar de tal servidor para consumir todos os conteúdos do Netflix.  Pelo servidor está geograficamente mais próximo de você, sua experiência em qualidade de conteúdo ficará muito mais satisfatória e consequentemente mais rápida. Alguns dos maiores provedores de conteúdo que utilizam as CDN, são Facebook, Google e Netflix. Existem também companhias especializadas em alocar suas estruturas para terceiros distribuir conteúdos privados, exemplo Akamai e Amazoncloudfront”, explica o Luis.

A pesquisa que deu origem ao trabalho de conclusão de curso de Luiz Demétrio para a conclusão da pós-graduação em Datacenter: Projeto, Operação e Serviços, da UnisulVirtual, foi publicada recentemente na Revista RTI – Redes, Telecom e Instalações. Para ler o artigo, basta acessar, o Aqui.

CDN – Saiba mais
O conceito de CDNs – Content Delivery Networks foi criado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts em meados dos anos 1990 através de um projeto acadêmico para descrever um sistema de computadores interligados pela Internet com objetivo de fornecer conteúdos de maneira transparente aos sistemas finais.

Aprendendo a ser negro

Por Guilherme Araujo Silva, Mestre em Ciências da Linguagem, Gerente de Relacionamento e Mercado da UnisulVirtual

Outro dia li em um veículo de comunicação da internet, que não lembro qual, o depoimento de uma senhora, que afirmava que apenas aos 65 anos aprendeu que era negra. De início me questionei: como assim, aprendendo a ser preta? Como alguém, em 2018, poderia não entender-se negra tendo a pele preta?

Depois de muito analisar sobre essa situação, passei a me questionar a respeito…

Como homem negro, eu mesmo havia sido vítima desse apagamento. Lembrei da repetição de enunciados relacionados a uma possível origem familiar italiana e alemã que foram constantes durante toda a minha infância. Também recordei da minha primeira certidão de nascimento, a qual não indicava a cor. E ainda hoje reflito sobre as inúmeras vezes em que sou chamado de moreno, em vez de negro.

A partir das minhas experiências, analiso que em alguns casos o racismo se apresenta de maneira a ocultar seus vestígios, de maneira velada, impedindo ao sujeito negro e a sociedade de perceberem-se nesse lugar. Todavia, isso não impede sua existência. Não é à toa que diariamente surgem denúncias relacionadas ao racismo por atrizes, atores, atletas e outras celebridades. Também não impede que as mulheres negras sejam as principais vítimas da violência contra mulheres e que os jovens negros e de baixa escolaridade sejam as principais vítimas de homicídio.

Enquanto sociedade, não podemos negar. Houve sim a escravização de índios e negros no Brasil. E ela provocou um verdadeiro holocausto, vitimando milhões de pessoas. E isso se reproduz e se repete até os dias de hoje.

Se por um lado, o movimento de alguns é de não retomar a memória da escravização, por outro haverá quem a invalide ou quem retome essas memórias produzindo efeitos de sentido preconceituosos.

Por essa razão, sou favorável ao estabelecimento do dia da Consciência Negra, pois o mesmo possibilita a reflexão por toda a sociedade de uma questão que é constitutiva da nossa nação. Em Israel, por exemplo, há um dia para lembrarem do Holocausto e aqui não pode ser diferente. A consciência da nossa história é a melhor maneira de combatermos o preconceito.
Axé.

Encontro fala de comunicação não-violenta e escutatória

A terceira roda de conversa: o direito e os métodos de transformação de conflitos, no dia 28/11, vai debater as metodologias “comunicação não-violenta e escutatória”, das 9h30min às 10h30min, com transmissão pelo canal YouTube da UnisulVirtual.

O encontro é idealizado pelo curso de Pós-Graduação de Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa, a distância, para atualizar os profissionais das mais diversas áreas e comunidade acadêmica.

A transformação de conflitos e as metodologias

O debate e reflexão sobre métodos de transformação de conflitos remete necessariamente ao cenário de crescimento da litigiosidade, quase sempre relacionada a situações de desrespeito aos direitos humanos, quer na esfera individual, quer no ambiente da coletividade.

E ao trazer metodologias, fala-se nos métodos que auxiliam as práticas de transformação de conflitos, como a comunicação não-violenta e escuta ativa requer disposição para revisitar o paradigma do litígio e dar mais espaço ao exercício efetivo da cidadania.

O cenário das relações sociais nos diferentes espaços da sociedade brasileira demanda aprofundamento e novos conhecimentos para enfrentar o fenômeno da conflitividade que se agiganta.

No âmbito do Sistema de Justiça essa realidade complexa exige dos profissionais dedicação e atenção aos novos saberes, que possibilitam a aplicação de métodos que visam a transformação e auxiliam na solução consensual de conflitos.

Este seminário pretende abrir debate sobre demandas de intervenção nos conflitos, bem como de metodologias que auxiliam nas soluções desses, tais como a comunicação não-violenta e a escuta ativa.