O reflexo das eleições na recuperação da economia brasileira

A proximidade das eleições gera expectativas e também, incertezas na sociedade como um todo. E este período influencia diversas áreas, principalmente, a economia brasileira, que atravessou a pior crise em toda sua história.

O Banco Central divulgou em fevereiro deste ano, a prévia de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que aumentou em torno de 1,04% em 2017, uma boa notícia para os investidores. “Entretanto, o contexto político no Brasil, gera um ambiente de instabilidade e dificulta os planos econômicos do governo, pois se desenvolver, o País precisa crescer”, diz Joseane.

Contudo, se espera que o resultado das urnas recupere a economia, esta que depende das políticas econômicas para romper com a crise atual, considerada uma conjunção de crise política e econômica, e requer planos de governo voltados para o desenvolvimento do país, defende a professora Joseane Borges de Miranda, coordenadora do curso de Ciências Econômicas, a distância da Unisul. “É o que os economistas chamam de planos desenvolvimentistas, focado no crescimento econômico. Por isso, precisamos romper com a taxa de crescimento do PIB atual que provavelmente não passará de 2% em 2018. Se dividirmos as políticas econômica em três grandes eixos: política mais neoliberal onde o Estado deve ser mínimo e deve-se se dar uma maior autonomia ao mercado, geralmente são políticas mais de direita; ou políticas mais estadistas atreladas a políticos mais de esquerda, que pregoa uma maior intervenção do Estado no mercado; e políticos de centro, que seria um pouco de cada um dos dois anteriores. Então a forma de recuperação ou as soluções dependeram desta vertente do candidato eleito no pleito de 2018”.

Logo, quanto maior o crescimento de um país, maior será o número de empregos disponíveis, de salários pagos, número de bens e serviços ofertados, explica: “um dos gargalos do nosso crescimento é a dívida do Governo. O Governo assim como um cidadão comum se se endivida muito não sobra dinheiro para investimentos, sem investimento o PIB não cresce. Outra variável importante para o crescimento econômico é o consumo da família que está atrelado a sua renda disponível. Renda disponível é a nossa renda menos os impostos pagos. Um aumento de oferta de emprego oportuniza o crescimento econômico dado que mais pessoas receberão renda e pagarão impostos”.

As políticas econômicas apresentam um gap de tempo entre a decisão tomada e seu efeito no mercado e na sociedade como um todo. “Dependendo da tomada de decisão pode ser no fim de 2019 ou começo de 2020. Podemos esperar uma ruptura com este ciclo de crise atual para início de 2020”, conclui a Professora.

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