Unisul lança 4ª edição do projeto gratuito Cultura de Paz nas Escolas

O projeto de extensão Cultura de Paz nas Escolas leva às práticas restaurativas de maneira gratuita para preparar os professores e gestores a lidarem com as situações de conflito recorrentes no ensino fundamental e médio. As aulas são 100% a distância e as inscrições podem ser feitas até 26 de agosto pelo portal Unisul.

Essa é a quarta edição do projeto que recentemente foi reconhecido pela ADVB com o Prêmio Empresa Cidadã, na categoria Participação Comunitária. Há 21 anos, o prêmio tem o objetivo de reconhecer as empresas catarinenses que praticam a responsabilidade social e são comprometidas com o bem-estar da sociedade.

Quem pode se inscrever?

O projeto se estende aos alunos da Unisul e demais interessados pelas práticas restaurativas cada vez mais em voga para auxiliar na conscientização, prevenção, diminuição, combate de violência e conflitos como nos casos de bullyng. A medida, ainda nova no Brasil, coleciona resultados positivos nessa última década e apresenta iniciativas diversificadas.

Metodologia do Projeto Cultura de Paz nas Escolas

A metodologia a ser aplicada está pautada nas práticas da Justiça Restaurativa, sendo a principal delas utilizada neste projeto os círculos restaurativos, chamados de Círculos de Construção de Paz. As dinâmicas que compõe as etapas do processo estão disponíveis no site do Projeto.

Incialmente, o extensionista participa de uma capacitação sobre metodologia a ser aplicada e os princípios que a norteiam. Em seguida, após aprovação da escola em que atuará, o projeto passa a ser aplicado para proporcionar conhecimentos e vivências de Justiça Restaurativa com o intuito de motivar à pacificação escolar e disseminar a Cultura de Paz na sociedade.

Práticas Restaurativas do projeto

A Justiça Restaurativa nas Escolas busca sensibilizar o corpo discente e docente, diante das práticas pacíficas para de conflitos escolares, usa o diálogo como ferramenta e os valores da justiça restaurativa, explica a professora Patrícia Santos, coordenadora do Projeto.

“A empatia, empoderamento, esperança, honestidade, humildade, interconexão, participação, percepção, respeito e responsabilidade são utilizados para resgatar a dignidade humana e disseminar a cultura da paz, promovendo um ambiente pacífico e uma convivência harmonizada. A proposta é estabelecer diálogos e resoluções pacíficas de conflitos, agindo também de forma preventiva. A metodologia a ser aplicada utilizada nas escolas será o círculo de construção de paz, que propõe um encontro de pessoas que querem pensar novas formas de relações respeitosas, solidárias e verdadeiras”.

Justiça Restaurativa de acordo com a CNJ

Tais práticas serão aplicadas com base na Resolução 225/2016, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que dispõe sobre a Política Nacional de Justiça Restaurativa, e, em seu artigo 1º dispõe: “Constitui‐se como um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato, são solucionados de modo estruturado”.

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